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Justiça condena 17 integrantes de quadrilha por desvio milionário de cargas de soja no interior de SP

Justiça condena 17 integrantes de quadrilha por desvio milionário de cargas de soja no interior de SP

Operação Falsus cumpre mandados de prisão contra grupo criminoso suspeito de desviar cargas de grãos

Polícia Civil

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A Justiça de Iepê (SP), na região de Presidente Prudente, condenou 17 integrantes de uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de grãos, principalmente soja, que atuava nos estados de São Paulo e Paraná. As penas variam entre 3 e pouco mais de 20 anos de prisão, além do pagamento de multas.

A decisão foi proferida em primeira instância pela Vara Única da Comarca de Iepê, no âmbito da Operação Falsus Fase II. Dos 19 réus que foram a julgamento, dois foram absolvidos.

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Segundo a Polícia Civil, os condenados foram responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado e uso de documento falso, conforme a participação de cada um no esquema.

Com as condenações da segunda fase da investigação, a Operação Falsus soma 23 pessoas condenadas. Na primeira etapa, outras seis já haviam sido sentenciadas.

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As investigações identificaram quatro episódios de desvio de cargas, que totalizaram aproximadamente 151,8 toneladas de soja, avaliadas em mais de R$ 407 mil.

No entanto, autoridades apuraram que o grupo estaria envolvido no desvio de mais de 40 cargas de grãos desde 2023, com prejuízo estimado em cerca de R$ 10 milhões.

Inícios das Invesigações

As investigações tiveram início em 10 de junho de 2023, após o desaparecimento de duas cargas de soja em Iepê (SP).

Na ocasião, motoristas ligados ao grupo retiraram aproximadamente 38 toneladas de grãos cada um, mas os produtos não chegaram aos destinos contratados.

A partir da apuração, a Polícia Civil identificou o esquema de desvio das cargas, a simulação de roubos e a revenda dos produtos no mercado.

A Operação Falsus foi realizada em duas etapas. A primeira fase ocorreu em 5 de março de 2024, enquanto a segunda foi deflagrada em 26 de novembro do mesmo ano.

Delegacia da Polícia Civil, em Iepê (SP)

Polícia Civil

Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa tinha divisão de tarefas entre os integrantes e utilizava plataformas digitais de frete para selecionar as cargas que seriam desviadas.

Após identificar os carregamentos de interesse, os criminosos cadastravam motoristas e veículos ligados ao grupo para retirar os produtos diretamente das empresas contratantes.

Depois do carregamento, as mercadorias eram levadas para locais previamente definidos, onde os grãos eram transferidos para outros caminhões. Em seguida, as cargas eram encaminhadas a empresas receptadoras, responsáveis pela comercialização dos produtos.

Para dificultar a identificação dos crimes, os investigados registravam boletins de ocorrência falsos para simular roubos de cargas nas rodovias paulistas.

Também eram utilizados documentos adulterados relacionados ao transporte e à pesagem dos grãos. A investigação identificou ainda mecanismos de movimentação financeira para ocultar os valores obtidos com os desvios.

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